terça-feira, 5 de agosto de 2014
Buracos
Buracos negros no universo, um buraco na camada de ozono, buracos na Sibéria, buracos nas estradas, buracos nos queijos, buracos nas agulhas, um buraco no bolso das calças, e agora o BES(ta) com um buraco de 3555 milhões. Isto anda tudo esburacado. Tenho vontade de enfiar-me num buraco. Entretanto, coincidência ou não, começou agora mesmo a tocar na rádio uma música dos Buraka Som Sistema. Bem, pensando melhor, em vez de emburacar-me, vou antes abrir uma loja de betumes.
Tomates
senhores governantes
recapitalizem-mos
para bom banqueiro
meia quadra basta
bestas
bostas
____
dinismoura
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Casa portuguesa
(Falta uma citação de um Salazar qualquer)
Quatro paredes bolorentas, um
cheirete a desgosto
Um cacho de uvas mirradas, duas
rosas artificiais num vaso torto
Uma Santa Crise de plástico,
mais um governo que só faz merda
Um cabo das tormentas, um
calvário à minha espera
É uma casa portuguesa, mas não
tenho a certeza
Não tenho a certeza, mas creio
que é uma casa portuguesa
terça-feira, 22 de julho de 2014
Todos os engenheiros, donas de casa,
economistas, padres, coveiros
taxistas, livreiros, prostitutas,
e até mesmo os filósofos – coisa rara –,
estavam de acordo:
não tarda nada e isto vai tudo ao chão.
Catrapumba – O estrondo foi silencioso,
mas ouviu-se em todo o mundo.
Os entendidos tinham razão.
Isto na época devia ser realmente uma maravilha –
confessou deslumbrada uma turista.
Entretanto, vadio, passa um cão, levanta a pata
e urina respeitosamente na ruína.
Um outro turista,
um jovem de feições orientais,
enfia as lembranças num saco
e atenta no postal:
três fotos panorâmicas;
no rodapé, sobre um fundo branco,
vermelha e graúda,
a respectiva legenda:
Portugal.
dinismoura
economistas, padres, coveiros
taxistas, livreiros, prostitutas,
e até mesmo os filósofos – coisa rara –,
estavam de acordo:
não tarda nada e isto vai tudo ao chão.
Catrapumba – O estrondo foi silencioso,
mas ouviu-se em todo o mundo.
Os entendidos tinham razão.
Isto na época devia ser realmente uma maravilha –
confessou deslumbrada uma turista.
Entretanto, vadio, passa um cão, levanta a pata
e urina respeitosamente na ruína.
Um outro turista,
um jovem de feições orientais,
enfia as lembranças num saco
e atenta no postal:
três fotos panorâmicas;
no rodapé, sobre um fundo branco,
vermelha e graúda,
a respectiva legenda:
Portugal.
dinismoura
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