terça-feira, 6 de maio de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
O destino tem o pertinaz e malvado hábito de trocar-nos as
vogais da palavra fado. Quando isso acontece, o resultado é aquele que pode ler-se,
porém, o mais pungente, desconcertante, é que este fenómeno, esta palavra
intrometediça, repercute-se de imediato na nossa vida prática, no nosso dia-a-dia,
com a inevitável agravante de gangrenar a carne e descalcificar os ossos da
nossa existência, procedimento que executa com uma mestria admirável e
inexcedível. Isto é uma grande f… Sim, é exactamente isso que estão a pensar.
terça-feira, 4 de março de 2014
"Hoje, logo pela manhã, mandei uma colossal cabeçada na extremidade de um armário. Vi estrelas, planetas, cometas, asteróides, satélites. Vi galáxias que nem os mais apurados telescópios da ciência conseguem descortinar. Comovi-me. Algumas lágrimas afloraram aos meus deslumbrados olhos. A astronomia é comovente. Entretanto, surgiu-me uma imensa protuberância nucal de tons vividamente carmins. Preciso de uma quantidade antárctica de gelo. De repente fiquei com frio".
Valter Hugo Mãe, in A Máquina de fazer islandeses
- Mas eu não quero coabitar com gente louca - observou Alice.
- Tu não podes evitar isso, replicou o gato. - Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco, tu és louca.
- Como sabes que eu sou louca? - indagou Alice.
- Deves ser - disse o gato - ou não estarias aqui.
Lewis Carroll, in Alice no País do Passos Coelho
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Um poema meu da série "A Lua cheia adora champanhe"
Ontem conheci
o primeiro canibal gourmet
– só come gajas boas.
dinismoura
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