Prometi a mim mesmo, ao meu anjinho
da guarda e ao meu santo protector que, caso ganhe em 2013 o Prémio Nobel da
Economia, irei estudar economia. Se conseguir licenciar-me em economia, prometo
que candidatar-me-ei a Primeiro-Ministro. Se ganhar as eleições, prometo que
optimizarei a cunha, fomentarei ainda com mais afinco a crise, incentivarei a extorsão,
o peculato e a fuga ao fisco, melhorarei o sistema dos tachos, estreitarei ainda
mais os laços mafiosos com a mafiosa banca internacional, cederei totalmente
aos desígnios da Troika, liquidarei de vez esse depenador Estado social, dinamizarei
a corrupção, aumentarei vertiginosamente os impostos, o desemprego e as falências,
e, no caso de ainda sobrarem alguns trocos, comprarei uma frota de carraços de
fabrico alemão.
sábado, 8 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Escarninhas Constatações
Escarninhas Constatações XVI
Entre os vários aforismos que vou borcando, achei este. Ao nosso asinino ministro das finanças, assenta-lhe que nem uma luva.
Um bom ministro da
finanças não é aquele que sabe facilmente administrar o dinheiro, mas aquele que
sabe administrar a falta dele. (dinismoura)
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Escarninhas Constatações
Escarninhas Constatações XV
Hamlet, do sossego da sua tumba, à nação portuguesa:
Há mais coisas entre as cabeças de Pedro Passos Coelho e de
Vítor Gaspar, portugueses, do que sonha a vossa vã filosofia.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Escarninhas Constatações
Escarninhas Constatações XIV
Portugal contraria de todo em todo a famigerada Lei de Lavoisier. Neste país nada se
cria, nada se transforma – aqui, tudo se perde.
Portugal contraria de todo em todo a famigerada Lei de Lavoisier. Neste país nada se cria, nada se transforma – aqui, tudo se perde.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Revolta
Em Portugal convivem entre si, num amensalismo muito bem
dissimulado, dois países diferentes. Um, com milhares de pessoas a chorar, é
honesto, trabalhador, e vive na miséria. O outro, com meia dúzia de salafrários
ricos, é desonesto, parasita, vive imoral e paradisicamente na abastança, e é proprietário
de rentabilíssimas fábricas de lenços de papel.
Posta a elucidação, cada qual formule agora as suas ilações. Eu,
depois de formuladas as minhas, reconheço, francamente, que é mister uma medida
que vá muito para além da contenção das lágrimas. Entretanto, enquanto se engendram medidas idóneas, inteligentes e frutíferas, outras coisas não se contenham.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Revolta
Equívoco
histórico
País de grandes
marinheiros, Portugal.
Porventura alguém será então capaz de
explicar-me
–
Pungente paradoxo –
Por que razão este país há muito à
deriva navega
E agora está prestes a naufragar ao
largo de Espanha?
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