terça-feira, 6 de novembro de 2012

Drageias para depressões sazonais

Hipóxia, seguida de um epifenómeno do subconsciente




Finalmente terminei de traduzir do original para a língua portuguesa toda a obra do grande filósofo alemão Emmanuel Kant. Agora vou começar a aprender a língua alemã. (dinismoura)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Escarninhas Constatações

Escarninhas Constatações XII 


Os nossos governantes só sabem dar-nos música. E, quais criancinhas a quem dão pela primeira vez um guizo para as mãos, estão a ficar infantilmente deslumbrados e entusiasmados com a palete de sonoridades que logram obter. Por isso insistem e reinsistem na chinfrineira. Um aborrecimento. Mas a música é desarmoniosa, oca, desestruturada, desafinada, desarmónica, malsoante, repetitiva, entediante, monocórdica. Um aborrecimento. No fundo, música da mais péssima, desastrosa e repugnante qualidade. Pessoalmente detesto, tenho vontade de enfiar a cada um deles uma bateria pela goela abaixo. O mais desconcertante em tudo isto é que estes charangueiros estão a pensar lançar um álbum duplo com todo aquele excrementoso e irritante material. E como neste país já se tornou moda o acompanhamento de uma má notícia por outra superiormente pior, o bando está prestes a anunciar uma extensa série de concertos pelo país, com início já no próximo mês e com término lá para o final do ano que vem. Mal soube destas novidades, acorri de imediato a um especialista, tudo numa lógica de prevenção, pois já não é a primeira vez que dou comigo a cantarolar ou assobiar uma música que detesto, decerto porque a mesma passa com abusada insistência nas rádios e na TV, o que acaba por invadir sorrateira e despercebidamente  a nossa mente, e  consequentemente achocalhar os nossos neurónios. Ora, por essa mesma razão, acabo de colocar um aparelho para ensurdecer, mas apenas para aquela música que o nosso governo nos dá. Façam como eu, não permitam que esta charanga se transforme numa espécie de Lady Gaga (que todos dizem não gostar mas que a maioria ouve com agrado) e venha por aí com o fito de invadir os nossos gostos musicais e as nossas vidas já de si repletas de tantos ruídos.

domingo, 4 de novembro de 2012

Escarninhas Constatações



Escarninhas Constatações XI




Este governo padece de um gravíssimo distúrbio político: não percebe patavina de governança. Tal distúrbio tem a particularidade de afectar directamente a maior parte dos portugueses, no entanto, e isto é claramente gravíssimo, e inclusive compreensivelmente paradoxal, não tem afectado qualquer membro do corpo governativo. E o mais doloroso, atormentador e agónico deste transtorno é que não existe neste mundo nem nas suas proximidades um médico com aptidão bastante para curá-lo. Precisamos decididamente de um milagre, de um milagre excepcional, um de magnitude muito superior àqueles que encontramos na Bíblia, tão simplesmente. Mas tal façanha exige um ente supina e divinamente dotado, um excelente conhecedor da nossa conjuntura e em quem concorram aptidões e competências económicas, políticas, mas sobretudo transcendentais. Ademais, exige-se disponibilidade total e imediata. Obviamente não estou a referir-me a Nossas Senhoras ou Santos. Divindades tais não possuem a estaleca necessária para materializar tamanha e exigente empresa. Dentre toda a corte celestial, talvez só Deus será capaz de valer-nos. 
Expulsemos de vez a Troika e, sursum corda, convoquemos Deus.
Acresce, todavia, que nestes últimos tempos, infelicidade desconcertante, de patente lusa, saliente-se, Deus tem insistindo infantilmente em fazer ouvidos moucos a todos os pedidos que emanam de nossas bocas. Ao que tudo indica só um grande milagre poderá sanar-lhe esta incompreensível e rabugenta surdez. Pergunto: mas quem será capaz de tal proeza? O esquecidiço Pai-Natal? A caiserista Merkl? O impotente Menino-Jesus? O inseguro António Seguro? O mole Durão Barroso? Algo me diz que estamos irremediavelmente condenados a esta intrincada e irresolúvel via crúcis. Ámen.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Delírios troikadélicos



Evangelho de Santo Indignado, 23, 33-54




Então perguntou Deus: "Que farei então com Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro deste país?" Todo o povo português respondeu: "Crucifica-o!" "Por quê? Que crime ele cometeu?", perguntou Deus. Mas o povo português gritava ainda mais: "Crucifica-o! Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos! " Então Deus mandou flagelar Pedro Passos Coelho e entregou-o ao povo português para ser crucificado.
Em seguida, o povo levou Pedro Passos Coelho ao Palácio de Belém, e reuniu-se em volta dele. Tiraram-lhe a roupa e vestiram-no com um manto laranja; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa na sua cabeça, e uma vara na sua mão direita. Então ajoelharam-se diante de Pedro Passos Coelho e zombaram dele, dizendo: "Salve, marioneta da Troika!" Cuspiram nele e, pegando a vara, bateram-lhe na cabeça. Depois de zombarem de Pedro Passos Coelho, tiraram-lhe o manto laranja, e vestiram-no de novo com as roupas dele; daí levaram-no para crucificar.
Quando saíram, encontraram Paulo Portas, e obrigaram-no a carregar a cruz de Pedro Passos Coelho. Uma multidão do povo seguia-o.
Quando chegaram ao Terreiro do Paço, aí crucificaram Pedro Passos Coelho, Cavaco Silva, todos os ministros e secretários de Estado, uns à sua direita e outros à sua esquerda.
Depois que todos os membros do governo morreram na cruz, seus corpos foram colocados num profundíssimo sepulcro.
Nenhum deles ressuscitou.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Revolta



Estes sim, deveriam ser os nossos ministros. Homens sábios, de carácter, honestos, competentes, distintos, patriotas, com o país na alma e no coração, apartidários, despolitizados e desinstrumentalizados, homens totalmente opostos aos nossos actuais governantes: ignorantes, mentirosos, incompetentes, medíocres, impatriotas, com o país no bolso, partidários, politizados e instrumentalizados.